quinta-feira, abril 10, 2008

Ambiente Juridico-Legal em Moçambique em Debate 105.5FM

Ambiente juridico-legal em Moçambique, que constrangimentos e desafios?

Este é o tema em debate no Próximo Sábado, dia 12 de Abril de 2008, pelas 13:15h na Rádio Índico 105.5 FM. Contamos com os seus comentários em relação ao tema.

Sintonize 105.5 FM
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quarta-feira, abril 09, 2008

Economistas dos CPLP: Integração Regional em Debate

Os Economistas dos Países de Lingua Portuguesa estão reunidos desde hoje em Maputo para em torno da integração regional, debater temas de interesse para a classe dos economistas destes países sobre os desafios desta nova ordem internacional.
Pese embora a integração regional para Moçambique leve-nos mais a uma integração na comunidade da Commonwealth por força geográfica e das relações que Moçambique tem com os Paízes fronteiriços, o factor lusofonia pode levar-nos àquilo que disse a Economista Miquelina Menezes, Presidente da AMECON na cerimonia de abertura do encontro, que a reunião representa uma troca de experiência destes países sobre os seus processos de integração económica regional.
Na ocasião tive a oportunidade de acompanhar atentamente o Ministro da Indústria e Comercio, António Fernando, que fez uma apresentação sobre a integração regional e o seu impacto em Moçambique, tendo apontado vários aspectos dos quais pude reter o papel dos corredores de Desenvolvimento de Maputo, Beira e Nampula para a economia nacional e a sua ligação com a economia da região e também a construção da Estrada Maputo-Witbank que reduziu as distancia e assim os custos de transacções entre Moçambique e a Vizinha África do Sul.
Apesar destas vantagens dos corredores de desenvolvimento que já existem, sou de opinião que o grande desafio para o futuro é a existência de um corredor de desenvolvimento Nacional em Moçambique, um corredor de desenvolvimento Norte-Sul ou vice versa. Os actuais corredores garatem uma forte ligação da economia Nacional com os Países vizinhos, garantem a entrada e saída de milhares de insumos dos países do interior usando os portos, caminhos de ferro e estradas nacionais, mas é importante que Moçambique tenha uma Linha que permita um fluxo desses insumos dentro do País, do norte ao sul, um CPRREDOR DE DESENVOLVIMENTO DE MOÇAMBIQUE, também para fazer face à integração regional.
Em relação à estrada Maputo-Witbank, só me preocupa o facto de termos uma portagem a menos de 10 km da Capital do País, facto que encarece o custo de viajar entre Maputo e Matola, duas cidades praticamente ligadas entre si. Apesar de a construção desta estrada ter reduzido a distancia entre Maputo e Ressano Garcia em cerca de 30Kms e de ter melhorado as condições da estrada, também encareceu os indivíduos que têm que atravessar diariamente a portagem para se deslocarem aos seus postos de trabalho.
Portanto, a integração regional tem vantagens macro-económicas, mas também têm custos e é ai onde se encontra a questão central, a análise, por parte de economistas e académicos da relação custo-benefício quando se fala de integração económica regional, e temos o caso de Angola, que por enquanto ainda não aderiu à zona de comércio livre na SADC, como um caso de estudo para ser analisado no futuro. Será que Angola fez uma boa opção? Será que Moçambique no seu actual estágio, estará em condições de ser um país concorrencial ao nível da região?
Não é por acaso que o Presidente da República Armando Guebuza saudou a escolha do tema na sua intervenção, e disse que o debate levado à cabo em Moçambique, durante o ano 2007, sobre a abertura do comércio livre trouxe ao de cima várias questões económicas e Sociais e ainda há outros desafios pela frente tais como a união aduaneira e a união monetária. o Presidente reconheceu a complexidade que este assunto envolve.

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terça-feira, abril 08, 2008

Sobre o caso Ziqo!!!

Re: Res: [mocambiqueonline] Sobre o caso Ziqo!!!

mano virgilio

o mais grave para mim foi ver que as declaracoes deziqo a policia de investigacao criminal forampublicados num diario da praca, apartir daquelemomento eu entendi que este caso do ziqo nao passa deum circo para divertir os incautos. mas porque pelaboca morre o peixe, tentei escrever no meu blog sobreos dealers da adrenalina: aqueles que nao interessaque sejamos homens da razao, de uma reflexao critica,mas cidadaos drogados na emocao, nao a bela emocao,mas aquela que nao precisa de juizo para desconfiar,distinguir uma emocao bela da ma . no fim de tudo,temos o caso do ziqo a invadir a nossa vida privada,num apelo a emocoes de uma maneira sensacionalista.isso esta errado? para mim sim. porque ninguem esta nominimo interessado em investigar e saber afinal do quese trata. se o video e feito num local publico ouprivado; se os envolvidos sao maiores de idade ou nao;se e crime o acto presenciado no video, ninguemexplica porque; se estamos perante um atentado aopudor, onde esta o quadro juridico que justifica isso,ainda nao ha o esforco dos orgaos de informacao acontactarem os juristas para melhor se informarem; ocriminoso e o ziqo ou a pessoa que roubou o celular?;porque e que o roubo de celular nao leva as pessoas aparticiparem a policia; eu fui daqueles que ja compreicelular em segunda mao num bazar na europa e tambem emmocambique com numeros ou imagem ainda gravadas namemoria do telefone, a lei no pais europeu onde estouproibiu-me de usar as imagens contidas no telefone, oque a nossa lei diz sobre a protecao da privacidade eonde para a nossa boa educacao e cultura juridica; ocorpo das bailarinas semi-nuas na tv e as imagenssangrentas de policias baleados e corpos carbonizadospelo lichamento, onde estao os limites da moral e daintegridade publica e como se manifestam; onde e quecomeca e termina uma fofoca, e o que faz os nossosmusicos pensarem que fazer fofoca significa passarmensagem ou produzir letra de uma musica, porque aultima vez que estive em maputo vi um bate-bocas demusicos sobre a sua privada em canais de radio, e naspistas de danca; que a tua publicidade de patrao naoassenta na originalidade do seu produto ou da ideiamas na distruicao da criatividade do seu adversario;nao nos interessa a razao de uma maboazuda mas o som ea danca que atrofia os sentidos de homens sexuados emoralistas; etc;uma lista de coisas que procuro entender. e cada vezmais vejo o perigo que corremos, quando em vez deexigirmos os correcto dancamos o falso. muitos denos, construimos vedacoes e grades nas nossas casaspor causa de gente que nao reconhece o direito aprivacidade e a propriedade privada, nas relacoessociais, economicas e ate sexuais das pessoas. equando instituicoes publicas e ou orgaos que deviamagir de uma forma exemplar e didactica, caiem tambemno sensacionalismo, entao estamos mal. e porque naofalta o bom discurso, ja estamos a ouvir que os jovemperdarao a moral e valores da mocambicanidade,etc...tambem problematica esta forma devolver aosjovens a tarefa de moralizar a sociedade. agora manoseu so tenho medo, que devido ao curriculo de algunsponta-de-lanca da geracao do-que-esta-dar, muitosjovens que produzem coisas fantasticas na pintura, noteatro, na musica, na escultura, na danca, literatura,poderam ser pressionados pela esta onda de produziradrenalina a qualquer custo. e posso imaginar que oresultado vai ser matar a criatividade para produzir ofalso e o sensacionalismo que tanto neste momentoadmiramos.prontos, precisamos de ziqos, mas nao para invadirem ebanalizarem a nossa vida privada, mas paraenriquecerem o mundo deEntertainment-arts-knowledge-lifestyle de mocambique.mas o ziqo neste momento esta numa situacao feia,entao so podemos dizer que: com o fim da guerra, todossao generais.la famba bicha

jorgematine

--- mbonha@yahoo.com.br escreveu:>

Carissimos,>> Ziqo nao esta arrempendido do que fez como ele fez> questao de dizer na entrevista que concedeu a STV. O> Video foi feito aproposito. Ele frisou que o video> era para consumo proprio, razao pela qual nao esta> arrependido. Ora, Isso quer dizer que a nossa> estrela tem fantasias, tipo fazer bacanais, o que> nao e mau. O que esta mal nisto tudo é as nossas> estrelas nao saberem ser nem estar numa sociedade> que quando quer penaliza as pessoas.> Se nos estivessemos numa sociedade um pouco mais> desenvolvida, com Paparazis, se calhar se> preocupavam mais com a gestao da sua imagem quando> pensarem em fazer certas coisas.> O Ziqo esta na situacao que esta por ser Ziqo. Se> fosse um Mbonha, a repercursao seria outra. e Nao> estavamos aki hoje a falar tanto assim. Ja tivemos o> caso da moca universitaria que inaugurou a aparicao> pornografica na Net, e depois dela vieram muitos e o> alarido nao foi a este nivel.>> PARA TODAS AS FIGURAS PUBLICAS GOSTAVA DE DEIXAR O> APELO PARA QUE DE ALGUMA FORMA SE SOLIDARIZASSEM COM> O CANTOR QUE E O QUE EU ESPERO DE ALGUNS FANS MAIS> SENSATOS.>> SER FIGURA PUBLICA E MUITO DIFICIL, APRENDEMOS COM> OS ERROS.


Virgilio Andre <vandrem@sortmoz.com>>

será que o Ziqo disse a verdade sobre o timing em> que foi gravado e difundido o filme? segundo ele> disse que lhe foi roubado o Cell no ano passado, ano> em que foi gravado o filme mas, fontes há que> confirmam que o mesmo foi gravado este ano e> difundido 3 dias depois o que torna a situação> fresca ehehhe!!! o Ziqo apareceu em Público pedindo> perdão aos seus fãs e publico em geral será que> merece o perdão? terá convenvido nas suas> explicações?>> Comment!>>
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terça-feira, abril 01, 2008

A andorinha do Mugabe (de Jorge Matine)

1- Escrevi aqui e aqui sobre o Mugabe. Continuo pensando na andorinha do Mugabe, e naqueles que interpretaram a minha opinião como uma diabilização ao Mugabe. Hoje somos obrigados a assistir o que todos queriam ver: a forma precipitada para “inventar” uma formula de pensar numa África integrada sem a fragmentar. Assim como aqueles que adoram a andorinha e sem amar a chuva. A meteorologia dos sentidos, penso eu.
2- A meteorologia dos sentidos parece conduzir-nos para um abismo. Transformou algumas intenções de exercício crítico numa escolha entre a diabolização do Mugabe e o recurso ao nacionalismo. As duas escolhas representam aquilo que menos sabemos fazer neste continente: criar aquilo que Karl W. Deutsch chamou de security community. Este conceito foi aquele que inspirou o acordo de Incomati, o acordo de não agressão assinado entre Samora Machel e o regime do apartheid. Trocar a baioneta pelo diálogo político, e não a troca de baionetas de uma guerrilha em maçãs de um farmeiro bóer.
3- A história repete-se. Não no Zimbabwe, mas no dia-a-dia dos africanos, porque este continente produziu muito líder que representava o diabo revestido num discurso nacionalista, desde o Bokassa ate ao Idi Amin. O que intriga neste momento é perceber como Mugabe pretende salvar o Zimbabwe, e para isso não precisamos de diabo ou de um nacionalismo que assenta em apelos emocionais, mas de um líder inteligente, pragmático, que possa promover o diálogo entre os elementos radicais de uma oposição farta do regime de mugabe e os elementos mais racionais dentro da zanu-pf.
4 - Para um continente que esta habituado a revoluções ao estilo golpe de estado, não terá chegado a altura de assistirmos a uma nova perestroika no Zimbabwe? Porque só com uma perestroika pode-se garantir que o exercito no Zimbabwe (onde estão os mais radicais elementos da zanu-pf) não tome o poder. Na experiencia da repercursão que a perestroika de Mikhail Gorbachev teve nos paises vizinhos e do bloco sovietico, podemos vir a assistir tambem num futuro proximo o impacto da perestroika zimbabweana em alguns paises vizinhos região.
4 - Agora caros bloguistas imaginem que neste momento a vossa situação social e económica seja esta: tens 84 anos, casada/o com um(a) mulher/Homem 30 ou 40 anos mais jovem do que tu, tens dois filhos menores, governas um pais em crise económica, os teus amigos vem bater a porta para exigir favores, a única pessoa que tem a maior possibilidade de tomar o teu poder não reconhece os teus compromissos com amigos e tua família, os teus vizinhos estão a espera que a morte te visite para distribuírem a tua herança entre eles, e o mundo pensa que estas velho demais enquanto a tua família quer te poderoso e vigoroso por muito mais tempo, mas a tua inteligência diz que não podes planear as coisas a longo prazo porque não poderás ter vida para ver o resultado.Usando a meteorologia de sentidos, como poderas resolver este maka da tua vida?

la famba bicha
jorgematine
www.chapa100.blogspot.com

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sábado, março 29, 2008

Liberdade de Imprensa em Debate 105.5 FM

A Radio Índico vai debater no Próximo sábado, 5 de Abril de 2008, no programa MOÇAMBICANDO, pelas 13:00h, a Liberdade de Imprensa: Sensacionalismo e censura.

1. A Liberdade de imprensa é uma realidade em Moçambique?
2. Existe sensacionalismo em Moçambique ?
3. Existe censura em Moçambique ?
4. Quando é que a informaçao passa a sensacionalismo ?
5. Existe algum orgao de informaçao ou webpage ou ainda blog onde nao exista censura ?


Envie a sua opiniao para mocambicando@gmail.com ou para 82 7124140

Participe !!!

Sintonize 105.5 FM




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terça-feira, março 25, 2008

O que a juventude de Moçambique não deve imitar dos portugueses

Joao Craveirinha escreveu:

Introdução

A má-educação, falta de respeito pelos mais velhos, existente em Portugal , quer em casa quer na escola, resulta nesta situação lamentável numa Escola portuguesa com certeza que poderão ver no vídeo inserido na peça textual.
E os nossos jovens "neo-colonizados" pela RTPÁfrica se tornarão de ainda mais imitadores de jovens portugueses mal-criados (bem bastavam os que cá temos).
Note-se que incrivelmente é em Moçambique onde a RTPÁfrica tem maior audiência pelo sinal aberto prejudicando a televisão pública TVM. São cerca de meio milhão por dia que visionam a RTPÁfrica em manifesta invasão do espaço directo em Moçambique "violando o espaço da soberania cultural". (Bem é mais uma de muitas).
É uma situação que nem em Portugal acontece onde a RTPÁfrica não tem sinal aberto em directo, somente por Cabo u parabólica como em Angola que não aceita essa violação. Será se calhar por isso que a TPA tem evoluído mais rápido que a TVM.
A "culpa" não é de Portugal mas sim das autoridades ou Governo de Moçambique que a esse neo-colonialismo permitem. A lavagem cerebral já começou há muito tempo e nem nos tempos da "assimilação colonial do indígena" seria possível.
Isto foi um aparte porque nada do que se consome é "inocente". E cada vez mais em Televisão naquilo que seria definido por Horkheimer em 1947 como Dialéctica do Iluminismo - cultura de massas (hoje Indústria da Cultura) e parafraseando Kant diríamos que esta massificação serviria para "consolidar uma menoridade mental" estimulada pelos "mass media" com programação de chacha indutora de mediocridade. Terminado esta breve introdução ao tema principal citaria Karl Popper que alertou-nos que a Televisão: (pode ser) Um Perigo para a Democracia. Amen! JC

P.S. Resta-nos a consolação que raros mas ainda há exemplos de professoras portuguesas, abnegadas no exercício das suas funções. A moral da estória poderia ser esta: se estes miúdos (do vídeo) na sua maioria, não respeitam os pais em casa que lhes estragam satisfazendo todos os seus caprichos, a quem irão respeitar? O que dizer mais? Bem, mal, em Moçambique os filhos "roubam" os Mercedes (de serviço oficial) aos pais e estatifam-nos. Bem nem sempre são Mercedes mas...

Vídeo: professora está deprimida
2008/03/22 11:54- LM
Tem estado recolhida em casa e não quer falar. Sente-se «enojada»
Multimédia: vídeo

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=930790&div_id=291#
Deprimida, fechada em casa e sem querer falar do assunto e até «enojada» de ver o vídeo. É assim que se sente Adozinda Cruz - a professora de Francês, do Carolina Michaelis, agarrada e empurrada por uma aluna de 15 anos a quem tentava tirar o telemóvel na sala de aula. «Está deprimida e quer resguardar-se» do mediatismo a que foi sujeita após a colocação do vídeo na internet, disse fonte próxima da docente ao DN.
O Correio da manhã acrescenta que a professora tem estado em casa recolhida e sem querer falar sobre o assunto, já tendo recebido a solidariedade de outros docentes. Face à repetição constante das imagens na abertura dos telejornais, a professora terá dito a colegas que «não está habituada a andar na ribalta e que está enojada de ver o vídeo».
Colega de Adozinda Cruz na instituição de ensino, Fernando Charrua explicou ao DN que «não deve ser fácil para uma pessoa com aquelas características ver o vídeo a abrir todos os telejornais». A docente de língua francesa, que está no topo da carreira, «é uma pessoa muito recatada, que fez um belíssimo trabalho e trabalhou que se fartou» na Associação Portuguesa do Parlamento Europeu dos Jovens [APPEJ] «e agora é vilipendiada».

O que diz o Estatuto do Aluno
O novo Estatuto do Aluno proíbe os alunos de levar telemóveis para as escolas e, sobretudo, usá-los de forma perturbadora nas aulas. Como tal, Patrícia, de 15 anos, deveria ser castigada. Por tudo o mais que aconteceu durante a luta com a professora pela posse do telemóvel, nomeadamente berros, empurrões, e total insubordinação e falta de respeito pela professora, a aluna poderá ser suspensa até dez dias ou transferida de escola.
Só que, segundo o JN, a Escola Secundária Carolina Michaelis ainda não adaptou o seu regulamento interno ao novo Estatuto do Aluno. Ainda segundo o mesmo jornal, a escola terá questionado a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) sobre as regras que deverá seguir.
AO JN, Fernando Charrua, professor de Inglês no Carolina, defendeu que «devia ser aplicada a pena máxima [transferência de escola] à aluna. Não tenho dúvida. A aluna pode ter-se descontrolado, mas teve um comportamento completamente desajustado e humilhou gratuitamente a professora, que vai acabar a sua carreira com esta mágoa».


Estatuto do Aluno tira ou dá mais autoridade ao professor?
O PSD quer que o Governo altere o Estatuto do Aluno, que acusa de ter retirado autoridade aos professores e de permitir que os alunos façam o que quiserem na sala de aula sem chumbar o ano.
O deputado Pedro Duarte, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD, disse à SIC Notícias, que os alunos não chumbam o ano por faltas e que podem ser indisciplinados sem chumbar o ano e pediu mudanças ao Estatuto do Aluno.
Esta reacção surge um dia depois de o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, ter dito, em entrevista à TSF, que o novo Estatuto do Aluno permite combater os casos de violência nas escolas, tendo lamentado o caso da aluna que agrediu a professora na escola Secundária Carolina Michaelis por causa de um telemóvel.
Valter Lemos frisou que o Governo, ao aprovar o novo Estatuto do Aluno, deu às escolas um instrumento para reforçar a autoridade dos professores, bem como a proibição do uso de telemóveis nos estabelecimentos de ensino.
«É necessário continuar a reforçar a autoridade dos professores nas escolas e das escolas sobre essas situações» de agressão, «para que possam agir de forma atempada e útil na resolução» de casos como o que ocorreu no Porto, sublinhou à TSF.


Custódio Duma escreveu:

Nao seria o contrario sem a TVM tivesse o espaço maioritário.

Principal programacao da TVM sao novelas brasileiras e musica pandza e dzukuta (um apelo a pornografia, o que outro cantador acabou divulgando atraves de um video amador em pleno acto).

As vezes fico na duvida sem a TVM é publica ou privada porque ate os programas do jogo, via sms proliferam sem regra. Junta-se o chat da noite que proporciona encontros.

Mais do que um problema de imitar os portugueses, parece que nós temos tambem muito por vender.

E concordo com o mestre quando responsabiliza o governo mocambicano.

Sorry


w















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segunda-feira, março 24, 2008

DISCURSO DO PRESIDENTE ARMANDO GUEBUZA NAS CERIMÓNIAS DO 40º ANIVERSÁRIO DO DESAPARECIMENTO FÍSICO DE TOMÁS NDUDA

Ilustre família Nduda;
Senhor Governador da Província de Cabo Delgado;
Senhores Membros do Conselho de Ministros;
Senhores Vice–Ministros;
Senhor Administrador do Distrito de Muidumbe;
Ilustres Convidados;

Caros Compatriotas.
De muitos cantos do nosso belo Moçambique convergimos para Muidumbe com o objectivo de dar continuidade ao movimento nacional de celebração da vida e obra dos nossos heróis tombados na Luta de Libertação Nacional, há 40 anos. Este movimento foi lançado no dia 10 de Outubro de 2006, com a homenagem ao primeiro Chefe do Departamento de Segurança e Defesa, Filipe Samuel Magaia assassinado por balas inimigas no interior do Niassa.
Ao longo deste ano, e nos próximos, haverá mais nacionalistas cuja vida e obra deve ser celebrada e exaltada, do Rovuma ao Maputo e do Indico ao Zumbo, por todos e por cada um de nós. Participemos e diversifiquemos as formas de recordar estes combatentes da nossa libertação.

Hoje viemos homenagear Tomás Ndunda, nacionalista abnegado e combatente destemido, que as terras de N’Chigama, Posto Administrativo de Nampanha, neste Distrito, viram nascer. Neste local se juntam hoje muitos combatentes que com Nduda marcharam em muitas frentes de batalha. Os testemunhos que acabámos de ouvir dos seus companheiros de luta constituíram-se num emocionante desfiar das suas virtudes de valoroso lutador nesta Pátria de Heróis.
Viemos a Muidumbe:
  • para ver as terras que Tomás Ndunda palmilhou;
  • as árvores que trepou e nelas se abrigou do calor escaldante; e
  • para conviver com a sua família, amigos e companheiros da longa mas exaltante caminhada rumo à nossa libertação.

Sobretudo, viemos, como sempre declaramos, reiterar que pegámos na arma do nosso companheiro Tomás Nduda e prosseguimos com a luta até à vitória final. Viemos reafirmar que, como ele, continuamos a realizar, pedra a pedra, o sonho de um Moçambique mais unido, em Paz e enraizando a democracia que, com ele lançámos os seus alicerces. Continuamos igualmente empenhados na construção da prosperidade do nosso Povo e a assegurar que este seu Moçambique, o nosso Moçambique, ocupe o seu devido lugar na Comunidade de Nações.

Minhas Senhoras e Meus Senhores
A evocação da memória dos nossos heróis perpetua a relação que com eles devemos sempre estabelecer e manter. Sobretudo, este é um acto de reconhecimento e exaltação do seu papel na construção da nossa Pátria Amada. Eles, como os nossos antepassados, os nossos mitos e lendas, as nossas datas e locais históricos, são esteios da nossa própria personalidade, como um Povo, e engrandecem a nossa moçambicanidade, rica na sua diversidade e dinâmicas. Em todo este património assenta o nosso sentido de auto-estima e de orgulho por sermos donos e responsáveis pelos destinos da nossa Pátria Amada e de sermos continuadores destes nossos heróis e guardiões do património que por eles nos foi legado. É também neste contexto político, histórico, social e cultural que se alicerçam as nossas convicções de que, como vencemos a dominação estrangeira, também venceremos a fome, a miséria e a carência de bens essenciais à vida. Numa palavra, a vitória sobre a pobreza está ao nosso alcance. Que, como ontem, cada um de nós continue a fazer a sua parte nesta nova luta.

Minhas Senhoras e Meus Senhores
A trajectória de Tomás Nduda que hoje celebramos e exaltamos, faz-nos reviver momentos empolgantes da nossa libertação da dominação estrangeira e da bravura e determinação dos moçambicanos, em todo o nosso solo pátrio, de realizar os seus sonhos. A sua incorporação no exército colonial em nada corroeu a sua vontade de fazer a sua parte para a nossa libertação do jugo colonial. Pelo contrário, esse convívio com elementos do exército português, em Moçambique e em Macau, nele adensou a sua consciência e determinação em continuar a desmistificar a falsa crença de que a raça, a tribo ou a crença religiosa eram critérios para a diferenciação de homens e mulheres em Moçambique e no mundo. A sua incorporação também lhe deu ricas lições de táctica militar e de manipulação de artefectos da guerra que lhe vieram a ser úteis mais tarde.


O trabalho forçado a que eram sujeitos os seus compatriotas, o massacre de Mueda e os ventos da mudança que sopravam na Africa Austral, incluindo a Independência do Tanganyika, impeliram Nduda a dar o próximo passo. Ele integra, assim, a rede clandestina do nosso movimento de libertação e assume as tarefas que lhe são confiadas, com denodo e sentido de missão e pátria. Ele consegue encontrar formas criativas para iludir a vigilância colonial e realizar um trabalho de mobilização e de recrutamento de mais compatriotas para o movimento de libertação. Esta experiência vai também ser-lhe útil nas próximas tarefas que recebe.

Ele viria a ser treinado como guerrilheiro nas zonas libertadas em Moçambique, facto que testemunha a presença permanente e crescente dos combatentes no interior, logo depois do desencadeamento da Luta de Libertação Nacional. Para que estes treinos político-militares fossem realizados havia necessidade:

  • de se criarem rotinas;
  • garantir-se a produção; e
  • a assistência social e logística; isto é,

era necessário criar, sofisticar e exercer a administração política social e económica destes espaços geográficos, livres da dominação estrangeira. A transformação de instituições de ensino em quartéis, como aconteceu em Nambuda, era sinal de que o fogo libertador estava a ter um efeito directo sobre a máquina colonial, no seu todo, e a criar desespero no seio da instituição militar, em particular.


Os destacamentos por onde Tomás Nduda passou, como o de Inhambane, demonstram como, desde o início, colocámos ênfase na Unidade Nacional, a arma mais sofisticada que levaria à derrota de um numeroso e bem equipado exército colonial, apoiado por uma polícia política sanguinária, a PIDE, e por um sistema de administração racista e fascista. Baptizar as bases com esses nomes retirados da toponímia nacional tinha, como um dos objectivos, cultivar e cimentar a consciência, nos combatentes da nossa Luta de Libertação e na população em geral, de que Moçambique se estendia do Rovuma ao Maputo. Tinha também como outro objectivo demonstrar que a guerra prolongada em que se encontravam engajados era a continuação de outras guerras de resistência que tinham tido lugar em diferentes pontos geográficos do seu Moçambique que davam nome a estas bases e destacamentos.

Hoje também notamos, com muito agrado, como, no quadro da consolidação da Unidade e consciência nacionais, localidades, artérias urbanas e infra-estruturas, como escolas, ostentam nomes de heróis, de locais e de datas históricas nacionais. Por exemplo, uma das ruas da nossa cidade capital ostenta o nome de Tomás Nduda este nacionalista cujo quadragésimo aniversário da sua morte hoje celebramos. Outras iniciativas de moçambicanização da nossa toponímia estão em curso, facto que louvamos e encorajamos, exortando para a sua célere conclusão.

Tomás Nduda também se destacou pela sua bravura, tenacidade e capacidade de mobilizar o nosso Povo para a luta. Homem sem pavor, não hesitava em enfrentar o inimigo no seu próprio reduto, onde este pensava que se sentia mais seguro: os seus próprios quartéis. Foram várias as missões de mobilização do povo, de reconhecimento de alvos e de combate em que esteve envolvido. Em todas estas missões ele revelou-se um nacionalista abnegado e combatente destemido, sempre comprometido com a causa do Povo Moçambicano. Ele encontra a morte, justamente no cumprimento de mais uma destas missões, em Nambuda.

Quarenta anos depois da sua morte em combate, aqui estamos, Camarada Tomás Ndunda, para dizer que o sacrifício que consentiste, na sua forma mais alta que é a da oferta da própria vida, não foi em vão. O Moçambique porque lutaste já é livre e independente. O futuro risonho com que sonhaste para o teu Povo está em construção, com a paz e com a Unidade Nacional como nossas fontes de inspiração permanente.
A jornada é ainda longa como podemos testemunhar mesmo aqui em Muidumbe. Muitas são ainda as necessidades básicas a satisfazer, mas estamos comprometidos, como tu também estiveste, em transformar os recursos de que somos dotados, incluindo os intelectuais, para continuar a construir este nosso belo Moçambique. A luta contra a pobreza será, como foi a luta de libertação nacional, uma luta prolongada, mas como ontem, hoje também reafirmamos a certeza de que desta nova luta também sairemos vitoriosos. Este é o monumento que estamos a construir em tua homenagem e em homenagem a todos aqueles que deram as suas vidas por esta Pérola do Indico.

Reiteramos a nossa exortação para todos participarmos neste movimento de exaltação da vida e obra dos nossos heróis. Este é, acima de tudo, um movimento de consolidação da nossa auto-estima e expressão do orgulho pela nossa História e feitos.

Viva a memória inesquecível de Tomás Nduda;
Viva a Unidade Nacional;
Moçambique hoye!
Muito obrigado pela vossa atenção.

Muidumbe, 23 de Março de 2008
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quarta-feira, março 19, 2008

Custo de Vida em Debate na Radio Índico

A Rádio Índico promove no próximo sábado pelas 13:00h, com a participação de bloguistas Moçambicanos, um debate sobe o custo de vida, que, a cada dia, tende a subir no Pais.

Não perca sábado 22.03.2008 pelas 13:00h na rádio índico 105.5 FM - Sintonize a Rádio Índico


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terça-feira, março 18, 2008

FRELIMO & RENAMO Bloguistas

Dalton santos said:

Hoje a minha jornada, diária, pelos bloggs moçambicanos, não foi longe, encurtei-a ao depara-me com o texto abaixo, que apenas limitei-me a procurar entender se de facto existe alguém neste mundo com coragem, pois não basta a mera vontade, para tamanha barbaridade. Enfim por repudiar tal pensamento, tão míope, insurjo-me …
Where are the Frelimo bloggers?
It is striking that the Mozambican blogosphere is dominated by creative, bright, alert and sharp Renamo sympathisers. Are the Frelimistas hiding, are they shy or don't they feel at ease demonstrating where they belong?It's about time you come out from your closets, camaradas!Fonte: Bosses blog (http://bossesblog. blogspot. com/2008/ 03/where- are-frelimo- bloggers. html#links)
http://comunidademo cambicana. blogspot. com/
Não sou camarada!!! Mas escrevo - www.mozvoz.blogspot .com - meus pots, sobre a situação, económica, politica e social de Moçambique, sem cor partidária, muito menos como fruto do pensamento de um grupo agregado de alienados ao pensamento de um e que convertem outros tantos em cegos alienados ou seja puros alienados e sem capacidade de reflexão para alem das barreiras forçadas por uma ideologia sem sustentáculos sociais e políticos, credíveis, impostas por indivíduos com défice de pensamento – sou apartidário, mas escrevo! www.mozvoz.blogspot .com
Não me fio em cartões para pensar, sejam eles de que cores forem, não me fio em cartões para viver, vivo como fruto da minha imaginação e criatividade. Não vejo a politica como profissão – não sou corruptível e não me deixo consumir por ideologias corruptas.
Digo em viva voz, aos Bloguistas da renamo, que estão, redondamente enganados e com uma visão bastante míope, da blogsfera moçambicana, se de facto, pactuam da opinião, do bloguista simpatizante de ideologias.
Sou partidário do positivo para o povo, sou apartidário de uma oposição construtiva, o que tem faltado na nossa vasta pátria.

Noa Inácio said:
Dalton, desculpe-me por nao ter participado no debate a tempo, comungo plenamente das suas ideias e deixa-me acrescentar se alguem pensa realmente que a blogsfera e do dominio de alguma forca partidaria, me deixa sobretudo com a sencao de que essa pessoa nao tem lido os artigos que se escreve, dos textos que se divulgam, do debate que se faz e mais grave menospreza as nossas competencias. .

Sinceramente, se alguem disse isso incorreu no grave erro, de querer usar os menos indicado, pois e na blogsfera onde se encontram os verdadeiros debates de ideias, e penso que ao continuarmos a discussao, so damos mais motivos de fala aos que proferem esses improperios.

Mas a eles digo e repito, cuidado.

Book Sambo wrote:

Caro Noa,
Eu tambem senti-me muito agastado quando ouvi esses comentarios. E' caso para dizer: "so faltava essa".
Ha pessoas que nao conseguem debater ideias sem misturar com a politica. Um debate isento de politiquisses, esta cada vez dificil no nosso pais.
Afirmar que a blogsfera e' um espaco para onde a RENAMO se refugiou e actualmente toma conta dele, e' o mesmo que repudiar a cultura do debate. Para quem pensa que os bloguistas mocambicanos sao da RENAMO, tenho muito a lamentar. Isso significa por outro lado que no nosso pais e' proibido ter uma ideia diferente da propalada pela FRELIMO. Significa tambem que quem nao concorda com a FRELIMO e' automaticamente da RENAMO.
Para mim, esse pensamento e' tipico de alguem com pouca capacidade de argumentacao. E acho perca de tempo discutir esse tipo de assuntos.
Caros compatriotas, parece que os politicos nao gostam de pessoas que pensam. Mas se quisermos crescer intelectualmente nao devemos ter medo de pensar diferente.
Abracos aos amigos da "Liberdade de Expressao".


Bayano Valy said:
caros,

tenho tido pouco tempo para escrever nestes últimos dias. espero que a situação irá melhorar daqui há duas semanas quando voltar ao país.

bem, o que me leva a escrever este pedacito é tão somente para acrescentar a minha humilde sobre o título em epígrafe. acho eu que o que não foram os da Renamo que escreveram a postagem no blog do boss. foi o próprio boss. e me parece que já lhe chegaram achegas vindas de alguns bloguistas moçambicanos.

o boss apenas se limitou a fazer uma pergunta um tanto a quanto generalista talvez fruto das suas observações. uma coisa é que os bloguistas que se identificam como sendo da renamo são conhecidos e identificam como tal. e deve ter sido essa a razã que o levou a fazer a postagem.

penso que o que devia ser debatido é o pressuposto de que a bloguesfera moçambicana é dominada por simpatizantes da renamo, e que os tais bloguistas são inteligentes, creativos, alertas, entre outros, e não que os simpatizantes da renamo estejam redondamente enganados - o ponto colocado pelo blogue não foi esse.

um abraço

bayano valy
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terça-feira, março 11, 2008

Reunião na ONU. Dirigentes Africanos pensando em Desenvolvimento

Sem comentários
De: Cassimo

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quinta-feira, março 06, 2008

Excerto do discurso de Samora Machel

Excerto do discurso de Samora Machel, aquando da tomada de posse do Governo de Transição em 1974

"Queremos chamar atenção ainda sobre um aspecto fundamental: a necessidade de os dirigentes viverem de acordo com a política da Frelimo, a exigência de no seu comportamento representarem os sacrifícios consentidos pelas massas. O poder, as facilidades que rodeiam os governantes podem corromper o homem mais firme.
Por isso queremos que vivam modestamente com o povo, não façam da tarefa recebida um privilégio e um meio de acumular bens ou distribuir favores.
A corrupção material, moral e ideológica, o suborno, a busca do conforto, as cunhas, o nepotismo, isto é, os favores na base de amizade, e em particular dar preferência nos empregos aos seus familiares, amigos ou a gente da sua região fazem parte do sistema de vida que estamos a destruir. "
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Comentários:

De: Noa Inacio inacio lubanhane@yahoo.com.br


Cordiais Saudacoes a todos

Tenho estado nos ultimos dias a ouvir cada vez mais SAMORA. Sendo citado na Internet, nas músicas, nos debates televisivos, SAMORA VIVE, como diz a obra e parece viver mais a cada dia que passa.

Bem nào quero aquí falar de SAMORA pois ja o fiz num texto escrito que pode ser encontrado no blog noainacio.blogspot.com com o título O QUE A GERACAO POS-SAMORA SABE SOBRE SAMORA para o qual convido-te a ler.

Se nao é para falar de SAMORA concretamente, aproveito para dizer que tenho sentido para minha satisfacao que SAMORA tem sido um refugio um canto de paz, quer para académicos incoformados, políticos honestos, empresários nacionalistas, enfim por uma mescla de pessoas que realmente se preocupam com a progressào de Mocambique. E o que me deixa mais satisfeito e ver que grande parte das pessoas que sitam SAMORA nào viveram o período SAMORIANO, mas através da história acham que pode-se resgatar parte do período, no que concerne a principios, e estrategias de accao de modo a dinamizar o crescimento do país.

Como Nhachote, disse uma vez, porque nao abordarmos o lado negativo de SAMORA, penso que nós que o citamos, que o exaltamos nào pensamos que ele tenha sido um paranormal, estamos conscientes de que ele era humanos, mas pensamos que o mais importante é olhar para o periodo SAMORIANO, ir buscar o correcto, o bom e deixar o que nao interessa, porque SAMORA esse o saudoso era um e unico, never more, mas como se disse e repito, muito dos principios, objectivos, estrategias, linhas de accao, visào, mostram-se actuais, e cada vez mais actuais. VOLTEMOS AO PASSADO E BUSQUEMOS O QUE TEM LA ATRAZ QUE NOS INTERESSA. NAO PROCUREMOS SAMORA, PROCUREMOS AS COISAS POSITIVAS DO PERIODO SAMORIANO.

TENDO DITO MUITO OBRIGADO
Noa

albino vallia escreveu>>


Meus Manos,> > O pensamento de samora em todos os aspectos é actual, quer na educação, política, trabalho e aquilo que muitos hoje negam, as aldeias comunais.> > Ora vejamos, as grandes cidades cidades nescem do agloerado de pessoas, para uma boa gestão dos servoços sociais e infraestruturas económicas, o acesso da educação, da saúde, água potável entre outros benefícios que as "aldeias comunais" poderiam trazer para a população.> > Na educação, dizia ele, que era necessário "fazer da escola a base para o povo tomar o poder", isso equivale a dizer que é preciso ter homens instruidos para que possamos dominar a ciência e a técnica e nos tornarmos autónomos nos nossos a fazeres.> > No trabalho segundo Samora, "a pontualidade é regra de disciplina, porque a sirene não marca a hora de chegada à fabrica, mas sim a hora do começo do trabalho" e hoje assistimos grandes problemas de horários, vezes sem conta chegaas a uma instituição as 07:30 ninguem lá está e as vezes até as 08:00 portas ainda fechadas.> > Por isso, continuo a dizer que o pensamento de samora é válidos em todos os tempos.

> > jorge matine escreveu:>

mano nhachote

> > penso que samora deve ser estudado, nao so pelas suas convicoes politicas, mas como um estadista, incluindo o seu aparato ideologico e pensamento de estado. acho que os problemas que hoje temos em mocambique, nao podem ser reduzidos ao desaparecimento de samora. o que levou samora a definir esses problemas de corrupcao material, moral e ideologica aqui relatados como aqueles que contribuem para a perpetuacao da desigualidade mocambique? ou como prioridades da governacao da frelimo? que mecanismos a frelimo criou para que os seus dirigentes nao fossem corrompidos? e samora faz esta declaracao em 1974 e porque ate hoje esta declaracao parece actual?
> > sao algumas perguntinhas mano que levanto quando leio esta declaracao de samora.
> > um abraco
> > la famba bciha
> jorgematine> http://www.chapa100.blogspot.com/


luis nhachote escreveu:

A propósito... é mesmo para lembrar a quem se esqueceu e dar a conhecer a quem não ouviu samora dizer isto.> > > > > >

Excerto do discurso de Samora Machel, aquando da tomada de posse do Governo de Transição em 1974


"Queremos chamar atenção ainda sobre um aspecto fundamental: a necessidade de os dirigentes viverem de acordo com a política da Frelimo, a exigência de no seu comportamento representarem os sacrifícios consentidos pelas massas. O poder, as facilidades que rodeiam os governantes podem corromper o homem mais firme.

> Por isso queremos que vivam modestamente com o povo, não façam da tarefa recebida um privilégio e um meio de acumular bens ou distribuir favores.

> A corrupção material, moral e ideológica, o suborno, a busca do conforto, as cunhas, o nepotismo, isto é, os favores na base de amizade, e em particular dar preferência nos empregos aos seus familiares, amigos ou a gente da sua região fazem parte do sistema de vida que estamos a destruir. "
> Repassem!


Zualo escreveu:

DIZ-SE POR AI NOS VELHOS DITADOS QUE O IMPOSSIVEL É NASCERMOS DE NOVO MAS, COLEGAS UM DIRIGENTE LIMPO "COMO SAMORA MACHEL COM ESPIRITO UNIDO ÁS SUAS AC,COES, COMPROMETIDO COM OS ANSEIOS DO POVO E RARO NOS DIAS DE HOJE EM AFRICA ONDE O PODER AS VEZES É HEREDITARIO PARA SE COBRIR ASPECTOS NAO ABONATORIOS PARA A GOVERNACAO.
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segunda-feira, março 03, 2008

Moçambique Online e Rádio Índico 105.5 FM

Todos os sábados a partir das 13:00h na Rádio Índico 105.5 FM vai ao ar um programa radiofónico virado para os participantes na blogosfera e nos fóruns de internet.
Pretende-se através do programa trazer alguns dos assuntos tratados na internet para a rádio, de modo a que um maior número de pessoas saibam mai9s sobre o papel da internet e da blogosfera em particular, na sociedade Moçambicana.
Basílio Muhate, Book Sambo e Jorge Oliveira estarão no ar todos os sábados em 105.5 FM com vários convidados, bloguistas Moçambicanos e não só.

UMA INICIATIVA DA RÁDIO ÍNDICO E MOÇAMBIQUEONLINE
105.5 FM

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quinta-feira, fevereiro 28, 2008

HOJE QUANDO ACORDEI

HOJE QUANDO ACORDEI
PARA dOMI chirongo, COM MUITO CARINHO!

hoje quando acordei
encontrei uma coruja no meu quintal
de ilhos brilhantes lhe saudei
indiferente olhou para mim e um voo arrumou


hoje quando acordei
encontrei no meu coração
um sentimento
que não é apenas meu
um sentimento do meu divino povo

hoje quando acordei
de viva voz gritei
ninguém me respondeu
mas a voz continuou a ecoar
tão longe até secar as lágrimas de tenga
até secar as águas das cheias do zambéze
até secar as magoas dos meus irmãos

hoje quando acordei
pensei em ti
vi que tens um coração grande
que acolhe todas as misérias do meu povo
hoje quando acordei
pensei em ti
hoje quando acordei!

élio martins mudender

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sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Re: OBAMA SERIA ASSASSINADO... (por Zacarias Sitoe)

Estimados (as).

Associando-me às varias reflexoes trazidas neste canal sobre a possibilidade de assassinato de Obama caso vença as eleiçoes, gostaria de tecer o seguinte:
Acredito que o proprio Obama está consciente daquilo que a sua candidatura (caso vença,poderá provocar ao mundo inteiro.

Na minha optica existem duas Hipóteses:

1. Caso vença poderá ser morto.

2. Se não for morto será o inicio da viragem do mundo, isto é, se admitimos na possibilidade da morte de Obama é porque algo está por de trás.

Não quero ser racista, mas se Obama for morto é porque o Ocidente está com medo de ter um preto a Dirigir o mundo ou melhor, a contrariar o pensamento que eles tem de que o preto não é capaz. Obama notabilizou - se como Senador, provavelmente poderá se vencer, contrariar a governação desastrosa de Bush.
Considerei na minha segunda hipotese que, caso ganhe e ão seja morto, seria uma viragem do mundo na medida m que se um preto for pela primeira vez presidente os EUA o "Deus da terra", o preto poderá efinitivamente desmistificar o mito que paira nos rancos de que são superiores em relação à outras aças. Esta possibilidade poderá encorajar a abertura/revelação de outras áreas que são limitadas ao dominio ocidental.

Phambeni Obama.
DR. Sitoe

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quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Maputo: Policia abate assaltantes quando preparavam-se para entrar em acção.

IMAGENS DOS ASSALTANTES ABATIDOS NA MANHÃ DE HOJE EM MAPUTO
A Policia da República de Moçambique (PRM) foi a tempo de neutralizar os bandidos e evitar que eles assaltassem à mão armada mais um estabelecimento na cidade de Maputo


Um dos indivíduos atingidos pelos policias



carro em que se faziam transportar os bandidos
com alguns deles no chão
Imagens enviadas por Santos Chitsungo ao MoçambiqueOnline

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OBAMA SERIA ASSASSINADO...


Estimados(as),

...Li com atenção a intervenção da escritora britânica, que alguns consideram zimbabweana(?), Doris Lessing (Nobel de Literatura 2007) e de certo modo concordo com ela sobre a possibilidade de Barack Obama ser assassinado caso venha a tornar-se presidente. Porém, ao reler duas e três vezes constatei uma forte carga de racismo nas palavras dela. Acho que é um racismo camuflado em feminismo.

Antes de me explicar permitam-me confessar que o meu palpite é que Obama não vença essas eleicções. Essa é uma verdade que vejo também nas selecções africanas durante os campeonatos mundiais de futebol. É uma pena que assim seja! Oxalá isso um dia mude.

Voltando a questão que me leva a escrever devo dizer que acredito que o próprio Obama está consciente de que é um alvo a ser abatido. Martin Luther King Jr., Malcom X e tantos outros também tinham essa consciência mas seguiram em frente porque eram homens de causas. Agora pensar que Obama não pode ser presidente só porque é negro e vai provocar turbulência e será assassinado, para mim isso não tem cabimento.

Aliás, a concretização do sonho de ter um presidente negro nos EUA já vem sendo adiado há muito tempo. Reparem que esse sonho não é só de negros! Por isso, para mim devia se deixar Obama ser presidente, nem que depois tivesse que ser assassinado. Acho que o próprio Obama concordaria comigo nisso.

Mas atenção, mais do que negro "Obama é brilhante" como diz Oprah Winfrey. Então o que falta? DEIXEM OBAMA SER PRESIDENTE, NEM QUE DEPOIS TENHA QUE SER ASSASSINADO.

Abraços Afro
Domi Chirongo



Obama will be killed if he wins says Lessing

STOCKHOLM: If Barack Obama becomes the next US president, he will surely be assassinated, British Nobel literature laureate Doris Lessing predicted in a newspaper interview published yesterday.
Obama, who is vying to become the first black president in US history, "would
certainly not last long, a black man in the
position of president. They would murder him," Lessing, 88, told the Dagens
Nyheter daily.
Lessing, who won the 2007 Nobel Literature Prize, said it might be better if Obama's Democratic rival Hillary Clinton were to succeed in her bid to become the first woman president of the US.
"The best thing would be if they (Clinton and Obama) were to run together. Hillary is a very sharp lady. It might be calmer if she were to win, and not Obama," she said.

http://www.gulf-daily-news.com/Story.asp?Article=208319&Sn=WORL&IssueID=30327

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POIS É... - Já não temos os GD que organizavam o povo!...

O Domi Chirongo enviou-nos este texto da autoria da Lina Magaia, publicado no noticias:
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POIS É... - Já não temos os GD que organizavam o povo!...

QUANTAfalta fazem os grupos dinamizadores (GD) organizados que organizavam opovo!... Estas estruturas não partidárias. Qualquer cidadão residentenuma área tinha estes GD para lhe organizar a vida como num condomínio.Era o GD que estudava com os residentes de uma área, os problemas daárea.


Seráque não se pode estruturar a cidade de modo a haver uma estrutura debase funcional e seja interlocutora entre o Estado e a célula base queé a família? Por falta desta estrutura, o Governo do povo, não faloucom o povo o assunto que falava com os operadores dos transportes. Opovo não teve outra via que não se levantar e exigir moderação namarcação dos preços dos transportes. Devido a isso, malfeitoresdesejoso s de fazer mal, aproveitaram- se e criaram distúrbios nascidades -capitais do país e da província do Maputo e arredores.OGoverno pôde falar com os transportadores porque eles têm associações,têm uma federação que os representa. E o povo? Como pode o Governofalar com o povo se não existe nenhuma estrutura de base a representaros mais de um milhão e meio de adultos na cidade de Maputo, porexemplo? Falará, consultará e auscultará os habitantes de Maputoporta- a-porta para saber o que eles pensam?Acabaram com osgrupos dinamizadores. Mesmo lá onde persistem os secretariados dosgrupos dinamizadores, estes já não existem porque não funcionam. Numasociedade que se quer democrática, que estrutura estatal de base para oEstado quer conversar com o seu povo na base, saber o que ele quer?Acabaram com os grupos dinamizadores acusados de serem estruturas doPartido Frelimo. Mas o Partido Frelimo, querendo organizar-se na basetem as células do partido nos bairros. As células dos partidos numasociedade multipartidária como a nossa existem para representarem o seupartido e só militantes desse partido as frequentam. Os gruposdinamizadores devem ser as instituições que representem o Estado nabase. Serem interlocutores do Governo com os governados. Que nome a dara isto que falta na sociedade moçambicana? Digo, uma instituição quepermita o diálogo entre o Governo e os governados. Não é suficiente adecretação dos decretos e leis sem que o povo as conheça. A maioria denós não sabe sequer onde se publicam esses decretos e essas leis.Tenha-se coragem e crie-se uma instituição de base que permita ao povofalar de um modo permanente com o seu Estado, através do seu Governo.Ao povo chegará aquilo que essa instituição faça chegar e já não terãoeficiência os boatos emitidos em celulares com mensagens reencaminhadaspara espalhar a discórdia e trazer perturbação social. As surpresasserã o menores, ou mesmo já não serão porque a vida do povo serádiscutida em público e feita chegar aos seus governantes. A máxima quemuito usava o Presidente Samora era este: "onde nós não estamos está oinimigo", devia ser a que o Governo tivesse como ordem do dia.

Lina Magaia
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terça-feira, fevereiro 12, 2008

CÃO DO PGR-ADJUNTO Vs. GUARDA DO PGR-ADJUNTO

mahembas007@yahoo.com escreveu:
O cão do Procurador-Geral Adjunto (Angelo Matusse) Matou o guarda da casa, lá na casa do Dr Angelo Matusse, na famosa "cidade da mafia", ou Belo Horizonte como muitos chamam (Grande Mansão aquela para um magistrado do Ministério público).Os polícioas foram lá e abateram os cães, a STV reportou o caso. Ao que soubemos o Procurador ao chegar ao local preocupou-se mais com os cães abatidos pela polícia do que com o homem que trabalhava para si, também ali morto, segundo os populares presentes que falaram para as camaras da TV.parece que os problemas que tem acontecido chamam atenção para outros problemas e aqui ficam :1. Procurador Deshumano ? (...não somos leigos em leis, por isso não sabemos se os cães são mais importantes do que os homens nestes casos)2. Como é que o procurador conseguiu construir um casarão daqueles ? Com o seu salário? (parece inveja mas é uma questão pertinente se queremos viver num país livre da corrupção...)...Estou de volta

Mahembas Simango

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Reacção de Miko Cassimo:

Meu caro Mahembas. "Grande Mansão aquela para um magistrado do Ministério Público", isso parece-me um golpe baixo. Pelo que sei Angelo Matusse tomou posse como PGA à menos de 6 meses. Daí não ser correcto conotar a edificação da sua casa com o cargo k ele exerce.

Por outro lado fico ao lado de ti quando o Matusse, ex boss da AWEPA, fica mais preocupado com os cães assassinos do k com o guarda, chefe de familia, k o serviu durante 7 anos. Admira-me como é possível essa atitude numa individualidade como o Matusse? Se fosse branco eu diria k é racismo. Mas como é negro, que diremos? A ser verdade, acho k o denominado MATUSSE deve-se retratar publicamente.

Miko Cassamo




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terça-feira, fevereiro 05, 2008

Manifestações populares em Maputo

De: "Betuel Canhanga" <betuel@usa.com>
Assunto: Ainda Sobre manifestacoes

Quando numa casa nao ha pao, ate as formigas se rebeliam!!! Dizia isso um professor meu e na altura eu nao imaginava a dimensao desta frase. Feliz ou infelizmente a cidade Capital de Mocambique acorda hoje sobre fumanca e chamas (Pneus incendiados), algumas montras partidas, estradas barricadas... e muito mais, um momento que nao poderei descrever (primeiro porque estou fora de Maputo e segundo porque acho que momentos desses sao nao descritíveis "pela negativa"). Nessas alturas fale-nos a tecnologia, a RDP e o Jornal online o Pais serviram para dar uma pequena ideia do que se esta a passar no terreno. A internet nos levou ate la e de sentimentos virados ao Amor pela pátria ca estamos vergados ao dessabor de uma verdade que há muito se tenta esconder: A VIDA EM MOCAMBIQUE ESTÁ CADA VEZ "MAIS" PIOR (nao sei se pode dizer isso... "mais pior"). Na semana passada, segunda feira os jornais anunciavam:Subida do preco de transportes. Subida do preco do pao. Pais e encarregados de educacao de costas viradas na Matola..... O crime volta à capital do Pais!!! e ficava cada vez mais claro que era imperioso a introducao de um factor ajuizante para melhorar (ou ao menos) equilibrar a vida do cidadao Mocambicano, pena que isso nao tenha sido feito atempadamente, e o resultado disso, é este output mais do que claro!
Ainda na semana passada em conversa com uma camarada meu dissemos: está em vista uma tempestade de bons maus momentos, e eu nao sei como é que Mocambique com tanta gente capaz e capacitada nao conseguiu prever isso e atempadamente impedir que chegassemos a este estremo! Quanta vergonha a nossa!!!
Claro, nao defendo de maneira nenhuma a onda de violencia (vandalismo) que se vive e(ou) viveu em Maputo esta manha, mas mais do que isso, acho ser importante sabermos "capitalizar" a parte boa do mal. Costuma a dizer se nao ha bem sem mal.
É preciso que se pense nao só em parar com o mau estar nas avenidas, veias e artérias de Maputo, mas e mais importante, é preciso investigar e matar o mal pela genése, é importante procurar entender os porques destas accoes? Porque é que o Povo se rebeliou?
E acho esta uma boa oportunidade para (sem fazer auditoria a ninguem, sem inquerito nenhum), perceber-se que Ha coisas básicas que devem ser tratadas com mais carinho do que aquele que vinhamos dispensando pra o efeito! Espero que nao hajam aproveitamentos politicos nessa estoria toda, espero que se olhe pra o problema de vida de um povo no seu todo, porque isso é o mais importante. Nao podemos viver disfarcando o mal, como um Juiz dizia a anos atrás (a verdade cai por si só!!!).
Nao vou perder tempo a fazer contas, porque todos sabemos oque é salario minimo em Mocambique, sabemos tambem que ha pessoas que devem fazer 2 a 3 ligacoes para chegarem a seus postos de servicos (e nao dormem nos seus servicoes), sabemos que jovens e criancas exercem a mesma ginastica para chegarem as escolas, sabemos qual é a média do agregado familiar em Mocambique, sabemos sobre indices de desemprego, sabemos tudo isso, oque é que esperamos de um Pais vivendo nas condicoes como as nossas?
Será que custa muito perceber que é preciso um sério investimento na área dos transportes? Que de alguma maneira o estado devia subscidiar esta actividade e ou ter uma componente virada aos transportes que respondece às necessidades do Povo? falo dos transportes claro porque é a fonte da noticia do dia, mas era preciso comecarmos a reduzir a distancia entre os nossos discursos e a pratica!!!...
Temos as empresas Transpostes públicos (nao direi de Maputo, porque este é um problema que se vive em tantas outras cidades), será que nao temos condicoes de potenciar estas empresas? Acham mesmo que nao temos dinheiro pra comprar machimbombos que em número adequado sirvam as nossas necessidades? Haja paz! Disculpem-me,mas em algum momento temos que ser sério!!!
Tenho certeza de que teremos registos de mortes, feridos, presos, teremos vários outros danos, de coracao a sangrar quero enderecar pesames e sentires a todos so que directa ou indirectamente forem atingidos por estas manifestacoes.


De: jorge matine jorgematine@yahoo.com.br
Re: Sobre manifestacoes

estar no bom caminho pode significar que estamos seguindo correctamente o guiao, como tambem que a nossa intencao de chegar a um determinado objectivo nao esta esfumada. entao temos uma mistura de vontades e disciplina. e isso so nao basta para tamanho entusiasmo.
parece-me que estas manifestacoes representam outras coisas, uma falta de orientacao dos mocambicanos sobre como controlar o seu futuro. a arrogancia dos chapas, que herdaram do sistema politico pouco inclusivo e paternalista, podem em primeiro lugar caracterizar este tipo de manifestacoes. muita coisa por reflectir.
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segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Re: EUSÉBIO NÃO É AFRICANO?

caro amigo,

o que me incomodou na discussão foi que se parecia bastante com a
situação naqueles colégios religiosos em que se distribuiam santinhos
aos bem comportados e se trocavam bonecos da bola no recreio.
A questão da nacionalidade de cada um é uma questão demasiado íntima
para ser trazida à praça pública e não julgo que seja atribuição do
vulgo a de concordar ou discordar com a cor do passaporte de cada um,
justamente porque contém essa parte íntima que só a cada um respeita.
É por isso mesmo que toda e qualquer legislação nesse sentido nunca
pode ser desprovida de injustiça implícita.
Mesmo se essa legislação é indispensável para clarificar as coisas.
Pessoalmente tenho dupla nacionalidade e dou-me muito bem com isso.
Não me sinto menos português por isso nem também só meio francês.
Entre o país que me viu nascer e de que falo a língua e o que me
acolheu, me pagou os estudos e onde trabalho e contribuo para a
prosperidade geral, a dupla nacionalidade pareceu-me ser a mais justa
e a mais simples das respostas a esta ambiguidade que as
circunstâncias da vida me impuseram.
A maioria dos portugueses recusa a dupla nacionalidade.
Pessoalmente discordo mas acho que é uma atitude tão respeitável
quanto a minha e não admito que quem quer que seja venha por em causa
a legitimidade das duas posições.
A lei permite-o e cabe a cada um adoptar a solução que corresponde
mais ao seu foro íntimo.
Estas coisas são aliás muito melindrosas. Porque por vezes (o mais das
vezes) derivam para o racismo puro e simples.
Por exemplo o facto de se pensar sempre nos europeus como brancos e
nos africanos como negros, como se, ao fim de 500 anos de contacto (no
Mediterrâneo desde há pelo menos 2 500 anos), não tivessem existido
deslocamentos de população nem imigrações de parte e doutra.
Lembre-se dos Númidas do Império Romano e dos Faraós negros do Egipto
que são hoje em dia sistematicamente "pintados de branco".
Sempre conheci negros em Portugal, mesmo antes das independências.
Tenho família moçambicana branca, se vier a França ficará espantado
com o número de negros perfeitamente franceses que aqui vivem, etc.
Quando se toca nestas considerações corre-se o perigo de cometer
graves injustiças.
Os antilheses são franceses desde o século XVII. Nos media franceses e
para a polícia francesa (que no entanto conta muitos negros na
corporação), são sempre vistos como africanos.
Nada mais injusto nem estúpido.
Por isso falo de que se deve ter em conta os sentimentos dos interessados.
Com o que se passa na Europa, temos de ter muito cuidado com estes
debates porque não são meras considerações mais ou menos chauvinistas
que estão em causa mas os direitos de vários milhões de pessoas que se
deveria, no mínimo, deixar viver em paz.
Quando procurava emprego e apresentava o meu BI francês, quantas vezes
não houvi responderem-me : Pois é, mas o senhor, o que é é português.
Acredite que é extremamente humilhante. Uma pessoa sente-se com se
estivesse a usar papeis falsos ou a tentar uma fraude.
E o meu foro íntimo francês, como acha que se sente?
Pessoalmente, quando encontro seja quem for, abstenho-me de lhe
perguntar qual é a sua nacionalidade e espero, caso seja mesmo
necessário, que seja o próprio a manifestar-se.
Para mim trata-se do mínimo de respeito que lhe devo porque um sotaque
ou uma cor de pele nunca fizeram uma nacionalidade.

Tito Livio Santos Mota
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